ORIGEM DOS TERMOS "PATAGÔNIA" E "TERRA DO FOGO"
 

Muitos viajam para a Patagônia, chegam a Terra do Fogo, mas não conhecem o porquê destes nomes. Para aqueles mais aficcionados, indicamos a leitura do livro "Fernando de Magalhães, o homem e sua façanha", de Stefan Sweig, mas, resumidamente, é o seguinte: O primeiro homem "civilizado" a aportar naquelas terras longínquas do sul foi o português Fernando de Magalhães, na sua odisséia de ser o primeiro a dar a volta ao mundo. Isso ocorreu no ano de 1520, depois de dois anos preparando sua esquadra, financiada pelo governo espanhol. Porém seus planos originais estavam completamente equivocados, pois pensava que a tão sonhada ligação do Oceano Atlântico com o Pacífico encontrava-se onde hoje sabemos ser apenas a desembocadura do Rio de La Plata, entre Buenos Aires e Montevideo.

Ao ver que estava errado, decidiu firmemente continuar sua viagem rumo ao mais completo desconhecido sul deste novo continente, onde nenhuma outra embarcação havia estado antes. Com a chegada do inverno, viu-se obrigado a abrigar-se dos ventos e do frio na pequena enseada de Puerto San Julian e lá permaneceu por quase 06 meses com sua esquadra de 05 naus. Durante esta estadia forçada, certo dia aparecem, no horizonte, duas figuras humanas esguias e esbeltas, muito grandes, figuras que impressionaram os marinheiros por seu tamanho, pois eram gigantes, se comparados aos nanicos europeus de outrora. Eram seres nativos que se mostraram muito amáveis.

Mais impressionados ainda ficaram os marinheiros pelo tamanho de seus pés, ou patas, e resolveram então chamá-los de "Patagões", ficando então a região posteriormente conhecida como região da Patagônia. Muito tempo ainda continuou a esquadra de Magalhões rumo ao sul, pois desistir não estava definitivamente nos seus planos, até que, após muitas desventuras e perigos, adentram o que hoje conhecemos como Estreito de Magalhães, uma das maiores, senão a maior, descoberta geográfica de todos os tempos, juntamente com o caminho das Índias, via Cabo da Boa Esperança, tendo sido inclusive a prova definitiva que a terra era redonda e que se podia ser circunavegada.

Durante a passagem pelo Estreito não se avistou vida humana, mas os expedicionários estavam certos que haviam habitantes nativos por ali, pois dia e noite muitas fogueiras eram avistadas em terra, e ficavam queimando todo o tempo. Fernando de Magalhães batizou então a região, naquele momento, de Terra do Fogo, em homenagem àqueles nativos que, por não dominarem a técnica do fogo, mantinham sempre acesas suas chamas.