Para uma viagem tranqüila, sem incômodos com relação aos documentos, leve o máximo de papéis que puder, pois será bastante desagradável abortar a viagem por implicância de uma autoridade porque você não apresentou algum documento solicitado.
Partindo desse princípio, procure sempre levar:

- documento da moto em nome do condutor – caso esteja alienado, peça carta-autorização da financeira ou do responsável.
- seguro Carta-Verde Mercosul  – seguro emitido contra terceiros no  âmbito do Mercosul, válido para o período da viagem (contatar www.magnaseguros.com.br ou seu corretor de preferência).

- carteira de identidade
- carteira de habilitação nacional
- carteira de habilitação internacional (ultimamente não vem sendo exigida).
- passaporte
- para o Peru e Bolívia, comprovante de vacinação internacional contra febre-amarela

  Leve também cópias destes documentos e mantenha em sua bagagem



Em geral os policiais estrangeiros são muito prestativos e amáveis, verificando seus documentos rapidamente e servindo inclusive como fonte de informação bastante útil. Porém, alguns, assim como aqui no Brasil, resolvem tirar algum proveito do motociclista, exigindo “contribuições” financeiras para liberação do viajante. Já recebemos mensagens de motociclistas se preparando para a viagem dizendo que iriam levar extintores de incêndio na bagagem, dois triângulos, etc.

O conselho que aqui deixamos é: se a autoridade estiver mesmo querendo levar vantagem, ela vai inventar todo tipo de desculpa. Dessa forma não adianta tentar encher a bagagem com coisas que “podem vir a ser solicitadas”. Relaxe, viaje mais leve e espere acontecer para negociar.

Desligue a moto e retire o capacete para conversar com as autoridades.

Durante a conversa, procure encaixar algum elogio sobre o país e sobre o seu povo.

Converse sempre em voz baixa, procure não se alterar.




Normalmente são rápidos os trâmites aduaneiros nas fronteiras internacionais. Porém, caso os trabalhos apresentem-se demorados, ou se perceba claramente a má vontade dos funcionários públicos estrangeiros, o conselho é ficar calmo e apresentar-se sempre com simpatia e compreensão. Por mais que você se irrite com a situação, releve e cumpra os procedimentos com calma.

Nos dias em que estiverem marcadas as transposições de fronteiras, procure chegar com folga de tempo até elas, para que o prosseguimento de sua viagem não seja prejudicado.

Ao sair da aduana você terá alguns documentos emitidos por eles, como por exemplo o que o autoriza a circular com a moto por aquele país. Guarde esses documentos com muito cuidado, pois serão exigidos quando da sua saída. Há multas para quem não os apresenta.

Nos “pasos” fronteiriços você passará por dois controles: o da imigração, onde os seus documentos pessoais serão verificados; e o da aduana, onde sua moto e bagagem serão inspecionadas. Se você está levando máquinas fotográficas, filmadoras, etc., declare estes equipamentos no formulário. Evite também carregar alimentos de origem animal ou vegetal de um país para outro, pois há rígido controle sanitário, que pode ocorrer também nos limites entre as províncias e departamentos (correspondentes aos nossos Estados aqui no Brasil).




Nossos países vizinhos não apresentam a mesma estrutura do Brasil quando o assunto é assistência técnica e peças de reposição para motos. Assim, faça uma grande revisão em sua motocicleta antes de viajar e teste os ajustes feitos.

Coloque sempre relação (corrente, coroa e pinhão) novos e de marcas sabidamente resistentes. Pneus também sempre novos.

Procure não colocar muitos acessórios (como pedaleiras, suportes, etc.) na moto, pois são itens não originais de fábrica e por isso mais propensos a incomodar durante a viagem. Para proteção da moto contra riscos, cubra as partes pintadas mais expostas com filmes especiais colantes, como os “papel contact”.

É difícil encontrar postos de gasolina com ar para os pneus. Quando passar por um, não perca a chance de calibrá-los.

Procure sempre hospedar-se em locais com garagem . Dê uma revisão nas condições da moto todos os dias antes de partir para o próximo destino.

 


Em nossa opinião as roupas mais apropriadas para longas viagens de moto são as feitas a base de cordura e goretex. Há vários modelos a preços acessíveis, inclusive nacionais, que podem oferecer proteção contra todo tipo de clima que você encontrar no exterior. Além disso são impermeáveis, térmicas, com forros removíveis, possibilitando um ajuste conforme a temperatura do dia. Há luvas também deste mesmo material. Não pode faltar uma capa de chuva na bagagem.

Capuz com proteção do pescoço. Capacete fechado. Recentemente adquirimos capacetes “flip-up”, que levantam toda a queixeira. Para o moto-turismo consideramos os mais apropriados pois permitem comunicação com as pessoas mais facilmente, na hora de se negociar hotéis, por exemplo, pois não há necessidade de se retirar todo o capacete por várias vezes.

Procure levar: bússola ou GPS, mapas, kit de ferramentas, reparos para pneu, fitas adesivas, remédios, lubrificantes e óleo de motor, extensores, esticadores, lanterna.

 


Consideramos que uma média de 400 a 600 Km diários de viagem como o ideal, porém haverá dias em que você vai facilmente ultrapassar essa Km. Assim, faça algumas viagens de teste aqui no Brasil.

Substitua ou se possível descarte qualquer componente que possa comprometer o funcionamento da moto assim como a sua segurança e conforto durante a viagem.

 


A moeda que deve ser levada em viagens pela América do Sul é o dólar americano.

Separe seu dinheiro em pequenos lotes e carregue-os separadamente na sua bagagem.

Não deixe todo o seu dinheiro em um mesmo lugar e nunca o deixe no hotel.

Troque seus dólares pela moeda local de preferência em casas de câmbio ou bancos. Não troque na rua.

Se você tem conta-corrente em algum banco no Brasil, informe-se sobre a utilização do seu cartão de débito no exterior (tipo Visa Electron ou Mastercard Maestro). Nós sempre usamos este serviço pois é o mais seguro e confortável, já que permite que você vá sacando seu dinheiro conforme sua necessidade.

 


Inicie seu planejamento ao menos 90 dias antes da data marcada para a saída. Estude cuidadosamente os mapas, escolhendo com cuidado as cidades onde você pretende pernoitar.

Procure iniciar sua viagem com um roteiro completo definido, mesmo que você tenha que adaptá-lo durante a viagem.

Sugerimos pegar a estrada sempre cedo pela manhã, para que você esteja no destino no máximo no meio da tarde, permitindo assim que você possa conhecer melhor os atrativos do local e evitando viajar durante a noite.

Pesquise e estude bem as características geográficas, históricas, gastronômicas e de cultura geral dos locais por onde você vai passar. Dessa forma você tirará o máximo proveito da sua aventura.

“Em LINKS, há várias sugestões de fontes de informações bastante úteis para você planejar melhor sua viagem.”

Ripidio - OFF Road

As estradas não pavimentadas de nossos países vizinhos são geralmente cobertas por pedriscos e cascalhos chamados de rípio. São estradas “enripiadas”. O rípio é composto por pedras de variados tamanhos, tipo seixo rolado, normalmente retirados dos rios.  Muitos deixam de percorrer roteiros interessantes por temer este tipo de pavimento.
Não somos profissionais ou competidores de motocicleta, mas deixaremos aqui algumas dicas de como pilotar com maior segurança naquele tipo de terreno, de acordo com nossa experiência adquirida.

Para melhorar a performance, o conforto, o agarre do pneu e principalmente diminuir bastante a trepidação, baixe a pressão dos pneus. Coloque pressão de aproximadamente 60% do que a calibragem utilizada no asfalto. Nas big-trail, cujas medidas dos pneus são semelhantes em sua maioria, recomendo utilizar algo em torno de 22 libras na dianteira e 25 libras na traseira. Se precisar, baixe mais. Quando voltar ao asfalto, procure retornar à calibragem normal tão logo possível.
Mantenha a motocicleta em marcha baixa (2ª ou 3ª), pois a intenção é ter sempre boa tração, ir acelerando e “empurrando” a roda dianteira, porém sem solavancos. Você vai sentir que, com uma acelerada, a moto estabiliza.

Sua visão deve estar “mapeando” a estrada lá na frente, pelo menos uns 50 metros adiante. Não fique olhando o piso que está logo na frente da moto.  Procure familiarizar-se com a estrada e principalmente com a sua coloração. Coloração mais escura normalmente indica trecho mais fofo, mais fundo. Nestes trechos mais fundos, acelere mais, com o corpo posicionado para atrás, aliviando ainda mais o peso da moto na dianteira.

Se sua moto tem controle de tração, desligue se possível. Quanto ao ABS há opiniões controversas quanto ao seu uso no off-road. Na Super Ténéré não há opção de desligar.

Procure não frear, principalmente com o dianteiro e em curvas, apenas acelere para corrigir o traçado da moto. Ande sobre o caminho deixado pelos automóveis, pois são mais firmes que as demais partes da estrada. Percorra os primeiros quilômetros com calma para se acostumar. Dentro de aproximadamente 30 km você já sentirá maior segurança e começará a soltar um pouco mais a moto até passar a rodar com tranqüilidade. Na maioria das vezes o rípio estará firme e o trilho dos carros bem visível. Nestes casos é bem mais tranqüilo e se pode atingir velocidade maior. Aliás, quase sempre, quanto maior a sua velocidade, maior é a estabilidade da moto.

Sempre que possível pilote em pé, com a moto bem solta entre os joelhos. Dessa forma você terá total controle da moto. Utilizando simultaneamente o jogo da moto por entre as pernas e o acelerador, você verá que pode colocá-la em qualquer direção. Treine esta situação nas retas onde o terreno estiver mais firme, indo de um lado ao outro da estrada, aleatoriamente.


Dúvidas? entre em contato conosco.