RELATO DE VIAGEM DE MOTOCICLETA AOS PAÍSES ANDINOS – VENEZUELA, COLÔMBIA, EQUADOR, PERU, BOLÍVIA E ARGENTINA.
35 DIAS, 14.338 KM

 
 

Já tendo realizado algumas viagens de motocicleta pela parte sul do continente sul-americano, um novo desafio foi colocado em projeto: percorrer os países da região norte e oeste, que são atravessados pela Cordilheira dos Andes. A começar pela Venezuela, a viagem continuaria por Colômbia, Equador, Peru, Bolívia e Argentina, até o retorno ao Brasil. Abaixo segue um relato resumido da viagem. No menu ao lado pode-se ter acesso ao quadro de quilometragem, hotéis e a centenas de fotos do percurso.

Não sendo possível partir desde Florianópolis já rodando com a moto por problemas de tempo para execução da viagem, minha motocicleta foi enviada por via rodoviária até Manaus. Meu parceiro de viagem, André Doemer, conseguiu um tempo maior de ausência do trabalho e já partiu em viagem desde Blumenau SC, três semanas antes.

No dia 02 de março de 2007 nos encontramos em Manaus e após os últimos ajustes nas motos (duas Suzuki DL 1000 V-Strom), finalmente toquei na estrada que nos levaria até Boa Vista, capital do Estado de Roraima e de lá para o primeiro país a ser visitado, a Venezuela.

Infelizmente nossas estradas não apresentam condições para uma viagem segura. A rota pela BR 174 até Boa Vista e de lá até a fronteira com a Venezuela é recheada de buracos no asfalto, imperfeições grosseiras que dificultam a pilotagem e chegam a por em risco a continuidade do projeto. Já o trajeto é muito bonito e interessante, pois estamos viajando pela Floresta Amazônica e passando por reservas indígenas – como é o caso da Reserva Waimiri Atroari.

Neste primeiro dia de viagem chegamos à Caracaraí, em Roraima, e no dia seguinte já ingressávamos na Venezuela, no território da Gran Sabana, onde o principal atrativo, além de estradas perfeitas, são os imensos platôs formados pelas montanhas – chamados de tepuys. Da estrada podíamos avistar o monte Roraima que fica na tríplice fronteira Brasil, Venezuela e Guiana. É um belo cartão de visitas desse país, pois é um parque nacional muito importante e com muitas belezas naturais, destacando-se inúmeras cachoeiras.

Seguimos viagem em direção ao litoral caribenho da Venezuela, chegando à cidade de Puerto la Cruz, onde avistamos finalmente o mar. Após um mergulho na praia de Conoma e um almoço típico preparado entre os coqueiros, seguimos para Caracas, capital venezuelana. O percurso se dá por boas estradas porém o trânsito é sempre caótico. A Venezuela tem a gasolina mais barata do mundo (enchíamos o tanque da moto com R$ 1,00) e isso faz com que praticamente toda pessoa tenha veículo próprio, na grande maioria grandes carros americanos da década de 60 ou 70, em péssimo estado de conservação. O resultado é que todas as estradas, dentro e fora das cidades, ficam sempre congestionadas e tornam-se também um tanto perigosas já que não percebemos qualquer tipo de controle de tráfego pelas autoridades. Nas estradas venezuelanas não há placas indicando velocidades máximas. Dessa forma nossa chegada em Caracas foi um verdadeiro caos. Não há condições de circular de moto naquela cidade. Com certa dificuldade conseguimos chegar ao teleférico da cidade e fotografamos uma vista panorâmica da capital, deixando Caracas imediatamente e indo pernoitar em uma pequena vila alemã das proximidades, chamada Colônia Tovar, localizada em uma bonita região nas montanhas e com um clima tipicamente europeu.

Continuamos nosso desafio de percorrer as estradas venezuelanas em direção à Mérida. O percurso que pensávamos vencer facilmente acabou nos tomando dois dias, já que o caminho é permeado por pequenas cidades – reaparece o problema dos engarrafamentos no trânsito – e também já na Cordilheira dos Andes, o que significa subidas e descidas em estradas sinuosas e por isso bem lentas. Acabamos pernoitando em um pequeno vilarejo da Sierra de la Culata chamado Rincón de la Venta. É daqueles lugares que não aparecem em nenhum mapa. O local é maravilhoso, com atividade rural de subsistência em todas as encostas das montanhas. Finalmente chegamos a Mérida depois de uma manhã muito fria e com altitudes que chegaram a 4.000 metros, entre as estradas em zigue-zague da Sierra de la Culata e da Sierra Nevada.
Mérida é uma das principais cidades da Venezuela e tem como um de seus atrativos o teleférico mais longo e mais alto do mundo. São 12 km de cabos e 4.765 metros de altitude, culminando no Pico Espejo e no Pico Bolívar. Um passeio imperdível nas montanhas da Cordilheira.

Quem está em Mérida em veículo próprio normalmente opta por entrar na Colômbia através de Cucuta. Como queríamos rodar com as motos pelo litoral do caribe colombiano, seguimos novamente a norte da Venezuela e, após uma passagem sofrida por Maracaibo, nos despedimos desse país através da fronteira de Guajira, nas cidades de Paraguaipoa (Venezuela) e Macao (Colômbia).
Com muita tranqüilidade ingressamos na Colômbia. Apesar de ser um país do qual a mídia nos remete informações ruins quanto à segurança, logo nos primeiros quilômetros começamos a relaxar um pouco mais ao perceber o tratamento gentil que nos era dispensado pela polícia e pelo exército. Fomos parados várias vezes pelas autoridades, mas na maioria das oportunidades apenas estavam curiosos a respeito das motos e de nossa origem.

Boas estradas nos levaram a Santa Marta, onde visitamos o Parque Nacional Tayrona, com um banho de mar inesquecível. As motos descansavam na sombra dos coqueiros do parque.

De Santa Marta a Cartagena foi uma viagem rápida e sem problemas. Cartagena é interessantíssima, com arquitetura estilo espanhol em todas as ruas. É completamente cercada por muralhas construídas para sua proteção durante os séculos XVI e XVII. Passear pelas ruas de Cartagena é voltar ao passado, nos tempos da colonização. Dois dias em Cartagena para descanso de corpos e máquinas. Tudo muito barato, povo gentil e hospitaleiro, a Colômbia começava a despontar como a grande surpresa agradável da viagem.

Próximo destino: Medellín. A cidade com estigma dos tempos dos cartéis da cocaína é uma cidade moderna, grande e agradável, apesar das imensas favelas que a cercam. O percurso até Medellín é do tipo que vai nos acompanhar por quase todo o restante da viagem: sobe e desce de montanhas da cordilheira, estradas sinuosas que permitem uma velocidade média máxima de 60 km/h. Intenso tráfego de caminhões já que esta rota é a principal via de escoamento de produtos colombianos para a região norte do país e também para o porto de Cartagena.

Após Medellín seguimos cruzando a região cafeteira da Colômbia até as cidades de Manizuales, Pereira e Armênia. Uma região verde, com as plantações de café escalando as montanhas. Pela Rodovia Panamericana chegamos a Popayán, importante cidade histórica e que, a exemplo de Cartagena, também conserva casarios espanhóis em sua arquitetura. Cidade muito agradável e imperdível já no sul colombiano.
Próximo destino: Pasto, última grande cidade antes da fronteira com o Equador. A aproximadamente 100 km antes de Pasto encontramos um grupo de motociclistas daquela cidade. Estavam com motos iguais às nossas, porém do modelo de 650 cc. Imediatamente nos convidaram para jantarmos juntos e também almoçar no dia seguinte, onde acabaram nos mostrando lugares interessantes dos arredores da cidade de Pasto, como é o caso da Laguna Lacocha. Mais uma demonstração da hospitalidade do colombiano. Estes amigos da cidade de Pasto são inesquecíveis, assim como suas famílias. Decididamente a Colômbia é um país que merece ser conhecido sem preconceitos. Um grande abraço para os amigos colombianos Jairo, Jesus e “Security”!

No dia 19/03/2007 deixamos a Colômbia e entramos no Equador através da fronteira Ipiales-Tulcán. O visual continua muito bonito, com grandes vales verdes cortados pelas estradas que percorríamos. Chegamos em Quito neste dia e ficamos alojados na casa de um motociclista local (Ricardo Rocco) que dispõe de acomodação para moto-viajantes como nós. A capital equatoriana, apesar de contar com 1,5 milhão de habitantes, apresenta-se limpa, de trânsito tranqüilo e de fácil locomoção. Bem organizada, desenvolvida e acolhedora. Nos dois dias que passamos na cidade fomos conhecer a “Cidade da Metade do Mundo”, pois a linha do Equador passa bem por ali e divide o globo terrestre em dois hemisférios (sul e norte). Há um marco bem interessante que pode ser visitado de moto. Aproveitamos também para alguns reparos na moto do André, que necessitava de ajustes na injeção eletrônica e também no radiador. Sanados os problemas, nos despedimos de Quito e seguimos pela Panamericana até Latacunga, onde pegamos um desvio a oeste e chegamos a localidade de Quilotoa. Nosso interesse ali era visitar o Lago Quilotoa. Localizado na cratera de um vulcão adormecido a 3.800 metros de altitude, foi uma bela experiência, mesmo porque acabamos nos hospedando na casa de índios quéchua que vivem ali há muitos anos. Pudemos vivenciar o seu dia a dia e aprender um pouco de sua cultura.

O ponto negativo deste trecho foi o clima que, devido à intensa neblina e nuvens carregadas, impediu a visão dos principais vulcões da região: o Cotopaxi (5.897 metros de altura) e o Chimborazo (6.310 metros de altura). Muita chuva e neblina marcaram nosso percurso por terras equatorianas.

Em nosso trajeto até a fronteira com o Peru cruzamos ainda por Cuenca, Loja e Macara. Passamos a fronteira Equador-Peru em 23/03/2007.

Em outra viagem realizada em 2004 eu já havia conhecido boa parte do Peru, porém apenas na região sul. Agora estava percorrendo a região norte, muito mais pobre e subdesenvolvida. Cidades sujas no meio de um deserto que parece não ter fim, esta á a panorâmica do norte peruano. É interessante rodar com as motos por aqui para se ter uma idéia da pobreza e pelas dificuldades por que passam a maioria dos povos sul-americanos. Novo problema na moto do André nos fez pernoitar em uma dessas pequenas cidades chamada Las Lomas. Não era o que queríamos mas não tinha outro jeito. Após perdermos tempo com um mecânico do local, acostumado a consertar apenas as moto-táxi (triciclos feitos a partir de motos 125 cilindradas), foram quase três horas em que nada foi resolvido. Contratamos uma camionete e levamos a moto na caçamba até Piura, 120 km a frente.

Em Piura (um verdadeiro oásis na região) pudemos encontrar um bom mecânico que em algumas horas e com uma limpeza de bicos injetores resolveu por completo o defeito. Seguimos viagem direção sul confiantes de termos sanado o problema. Em nosso roteiro estavam incluídos alguns trechos bastante isolados, longe de cidades maiores e qualquer dúvida com relação ao funcionamento das motos acabaria por prejudicar nossos planos.
Seguimos pela Panamericana passando por Pacasmayo e Chicama, almoçando em Trujillo. Como queríamos conhecer a região do Cânion del Pato e a Cordilheira Branca, a 100 km sul de Trujillo desviamos em direção leste por uma estrada de terra e seguimos para o interior do país, para as montanhas. Foram três dias de intenso prazer em viajar de moto, apesar das dificuldades do trecho que ora apresentava-se arenoso, ora pedregoso e cortado por rios, subindo e descendo montanhas e por paredões de pedra gigantescos que formam o cânion.  No primeiro dia ficamos hospedados em Mirador, na casa de um habitante da região, que nos forneceu acomodação, jantar e bom descanso.

Uma sensação incrível de estar no lugar certo na hora certa, apesar do caráter inóspito daquele local. As motos já estavam irreconhecíveis de tanta poeira e sujeira acumuladas por mais de três semanas de viagem. Nossas roupas perderam as cores originais. Seguimos percorrendo estradas de terra e pedras e passando por dezenas de túneis escavados diretamente na rocha pura, seguindo a margem do Rio Santa. Para quem gosta de uma pilotagem off-road, este é um local maravilhoso. Desde Mirador, passamos por Huaillanca e chegamos a Huaraz e no dia seguinte a Yungai, onde fomos conhecer as Lagunas Llanganuco. De um verde impressionantes, similares às lagunas que vemos ao longo da Carretera Austral, no Chile, as Lagunas Llanganuco estão na região da cordilheira branca comandada pelo nevado Huascarán, o mais alto do Peru. Fabulosas paredes de pedra e picos nevados compõem o cenário local. Fantástico para se rodar de moto e pensar nas belezas da vida, apesar das dificuldades enfrentadas pelo povo da cidade, muito pobre e necessitado.

Descemos de Huaraz e retornamos a Panamericana, passando rápido por Lima e indo pernoitar já em Ica. Cheguei com o pneu traseiro furado mas o conserto foi rápido pois tinha todo o material necessário.

Desde Ica até Arequipa, passando por Nazca (onde há as misteriosas linhas e geóglifos desenhados nas areias do deserto peruano) e indo conhecer o cemitério Chauchilla, foi o trajeto percorrido no dia 28/03/2007, boa parte dele nas margens do Oceano Pacífico e suas encostas de paredões altíssimos.

Em Arequipa resolvemos alterar o roteiro e seguimos por uma estrada até então desconhecida até Juliaca e Puno, nas margens do Lago Titicaca. Foi outra bela surpresa da viagem, pois se trata de uma estrada ótima, acompanhada por picos nevados em quase toda a sua extensão. No local mais alto alcançamos 4.528 metros de altitude na localidade de Crucero Alto.

A passagem por Juliaca e Puno é sempre um tanto tumultuada por conta da sujeita das cidades e do povo que circula na vias de um lado para outro. Até Desaguadero fomos apreciando o visual do Lago Titicaca. Fizemos a transposição de fronteira e ingressamos na Bolívia, quinto país a ser visitado. Por alguns minutos perdemos a chance de conhecer Tihuanaco e suas ruínas e mistérios seculares, já que o sítio arqueológico tem hora para fechar: 18:00hs. Como a Bolívia está a uma hora a mais no fuso horário, nossas contas de tempo não funcionaram desta vez.

Tocamos para La Paz, que é uma imensa cidade localizada no fundo de um grande buraco a 3.600 metros de altitude. Caos no trânsito, tumulto nas esquinas, comércio nas calçadas, sujeira nas sarjetas. Isto é La Paz. Nosso destino aqui é Uyuni, a cidade que serve de base para se conhecer o maior salar do mundo que leva o mesmo nome da cidade. Até Oruro as estradas são ótimas e pode-se conhecer um pouco do altiplano boliviano. Centenas de Lhamas, alpacas e vicunhas, somadas a ovelhas e um tanto de gado são os companheiros de viagem nesta parte da viagem. Oruro é uma boa cidade para se ter um último descanso antes de encarar as estradas de terra bolivianas. Depois de Santiago de Huari, asfalto novamente só na Argentina, bem distante dali.

De Oruro a Huari são 135 km de asfalto e de Huari a Uyuni são 200 km de terra que nos consumiram 6 horas para percorrer. Neste trajeto inicial, se o viajante não está confiante e com muita vontade de conhecer a região de Uyuni, ele vai retornar, pois já no começo as dificuldades aparecem, tendo-se que atravessar rios, corredeiras, trechos de pura lama ou areia fofa e ainda as irritantes costelas-de-vaca que fazem afrouxar todos os parafusos da moto e do seu cérebro. Para atravessar os rios por vezes é necessário primeiro passar a pé para sentir a profundidade e então decidir o que fazer. E assim segue o dia inteiro, velocidade média de 30 km/h. São vários os pontos para descanso e fotografias, porém quem tem pena de sujar sua moto não deve circular por aqui. Quem tem problemas em fazer necessidades fisiológicas em completa liberdade junto à natureza também não pode realizar esta viagem. Mas a sensação de estar ali, completamente isolado do mundo normal, é indescritível. São momentos singulares e inesquecíveis em que você vai vencendo o terreno a cada quilômetro e cada minuto é sensacional.

A chegada a Uyuni é como um grande alívio por ter completado parte do percurso e o prêmio é a visão do grande Salar de Uyuni. Uma pena estar, nesta época do ano, com água sobre sua superfície, o que nos impediu de andar com as motos sobre ele. Assim tivemos que contratar uma agência de turismo, que há aos montes na cidade, para nos levar a conhecer o interior do salar e sua principal ilha de rocha vulcânica e cactos, a ilha Incahuasi, que alguns chamam de Isla del Pescado. É imprescindível levar muita água, protetor solar e óculos escuros, já que o sol intenso aliado à brancura do sal queima a pele com facilidade e prejudica a visão por tamanha claridade.

Conhecido o salar e após um dia muito exaustivo, comemoramos a conquista deste objetivo com boa cerveja e boa pizza na famosa Pizzaria Minuteman, localizada junto ao hotel em que estávamos hospedados. Um resumo da viagem até então, relembrando tudo o que já tínhamos enfrentado foi o suficiente para que em poucos minutos chegássemos a conclusão que este roteiro foi muito bem escohido.

Ao nos despedirmos de Uyuni já encaramos as estradas de terra novamente, em um trecho de 310 km até a fronteira com a Argentina. Outro dia de sacrifícios em cima da moto mas cruzando por locais fantásticos e passando pelas cidades de Atocha e Tupiza (ambas muito pobres, parecendo cidades fantasmas no meio do deserto boliviano, principalmente Atocha). Andamos com as motos dentro do leito de rios, subimos e descemos estradas nas montanhas, paramos para um merecido pique-nique e assim fomos vencendo o terreno árido e agressivo. Ao ingressar na Argentina pela fronteira Villazón (Bolívia) e La Quiaca (Argentina), chegamos ao asfalto que nos traria de volta para casa. Missão quase concluída.

Na região noroeste da Argentina também há muito para se conhecer. A região das Quebradas de Humahuaca (Patrimônio Natural da Humanidade) abriga montanhas muito interessantes, de várias cores, que torna o prazer de pilotar sua moto ainda maior. Cidades pequenas mas muito aconchegantes, como é o caso de Humahuaca e Tilcara, são pontos a serem visitados.

Saindo de Humahuaca, em quatro dias chegamos a Florianópolis depois de encarar a região do Chaco argentino, passando pelas cidades de Joaquin Gonzáles, Corrientes, Ituzaingo, San Tomé, São Borja, Vacaria e Lages.

Burocracia – documentos exigidos para ingressar nos países percorridos:

Venezuela:
Documento da moto no nome do condutor
Carteira de habilitação
Documento de “Nada Consta” a ser emitido pelo Detran. Só conseguimos a emissão deste documento junto ao Detran de Manaus.
Passaporte
Comprovante de vacinação internacional de febre amarela
Cópia de todos os documentos acima

Colômbia:
Documento da moto no nome do condutor
Carteira de habilitação
Passaporte
Cópia de todos os documentos acima

Equador:
Documento da moto no nome do condutor
Carteira de habilitação
Passaporte
Cópia de todos os documentos acima

Peru:
Documento da moto no nome do condutor
Carteira de habilitação
Passaporte
Comprovante de vacinação internacional de febre amarela
Cópia de todos os documentos acima

Bolívia:
Documento da moto no nome do condutor
Carteira de habilitação
Passaporte
Cópia de todos os documentos acima

Argentina:
Documento da moto no nome do condutor
Carteira de habilitação
Passaporte
Seguro Carta Verde (ver seção DICAS sobre como emitir este documento)